O Natal é um dos meus regressos preferidos

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Sempre gostei do Natal. Desde miúda que é uma das minhas épocas favoritas. Porque acontece no Inverno, porque é (foi, durante muito tempo) sinónimo de Alentejo e de lareira, porque a família se juntava e ouviam-se muitas gargalhadas. Porque havia prendas, sim (numa casa onde se ouvia muitas vezes “a mãe agora não pode comprar”, um dia cheio de prendas era sempre bem-vindo). Para além de tudo isso, o Natal é a época em que temos dentro de casa uma árvore, mesmo que artificial, e isso para mim foi desde sempre mágico e especial (eu já referi que adoro árvores, não já?).

Decorar a árvore de Natal é um momento especial, em que os enfeites guardados com cuidado no ano anterior voltam ao seu lugar e compõem aquele que é, para mim, o grande protagonista do Natal, o pinheiro. E eu gosto de ficar sossegada a olhar para ele. É assim todos os anos.

No primeiro ano que vivemos juntos, descobrimos que o Sr. Gato tinha um fascínio tão grande pela árvore de Natal quanto eu. Os enfeites passaram mais tempo no chão que no pinheiro artificial e luminoso que eu trouxe de casa dos meus pais. No ano seguinte, as luzes eram mesmo a sua única decoração. Um ano depois, fiz uma árvore de Natal de parede, toda em trapilho verde, com missangas a fazer de enfeites e outras pequenas decorações em feltro, feitas por mim também. Passámos a ter uma parede de Natal, onde estavam a árvore e os postais que nos ofereciam.

Este ano, com um bebé a crescer dentro de nós, decidimos fazer algo diferente. Decidimos regressar à Natureza e comprámos um pequeno pinheiro a sério (num vaso, para que cresça com a família e seja, como ela, durardouro). As missangas continuam a ser os enfeites principais e umas bolinhas de algodão fazem o efeito de neve que eu sempre adorei. Num pinheiro a sério, há que ter cuidado e escolher decorações leves, que não o magoem. Também por isso, não há luzes na nossa árvore (embora eu ache que desta vez não vou resitir a encontrar alguma solução luminosa…).

Para além do regresso à Natureza, este ano regressei também à infância e, ao lado do nosso pinheirinho, coloquei os primeiros sapatos que a minha mãe me conseguiu comprar. Um dia, o nosso filho também os há-de usar, nem que seja para tirar uma fotografia e oferecer à avó.

O outro regresso que fizemos, o mesmo que fazemos desde esse primeiro ano juntos, foi à flor de papel que representa a nossa estrela de Natal. Não tem nada a ver, dirão vocês. Mas, tem tudo a ver e passo a contar-vos a história. No dia em que eu estava a decorar a árvore no nosso primeiro Natal a dois, a três (com o Dexter), estava um dia como o de hoje, solarengo, em que ao pé dos vidros até faz calor. Por isso, abri a janela e, passados uns minutos, pela janela entrou a voar essa flor de papel, feita por uma menina, que eu não conheço. Foi tão lindo ver a flor entrar pela janela e vir cair ao pé de mim… No verso está escrito “Eu gosto da família que tenho e dos pais que tenho. Eles são amigos, carinhosos e lindos. Um beijinho da vossa filha.” Foi impossível resistir e nós, que não tínhamos uma estrela para pôr no topo da árvore, ganhámos este presente que continuará a ser a nossa estrela até que o filhote seja crescido o suficiente para fazer uma nova.

Sim, eu gosto mesmo muito do Natal. Que seja um dos melhores para todos!

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