A minha árvore vermelha

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“(…) por vezes, tu simplesmente não sabes o que fazer/ou  que te espera/ou onde estás/e o dia parece terminar como começou/mas, de repente, ali está ela mesmo à tua frente, brilhante e colorida, calmamente à tua espera/tal como a tinhas imaginado”*

Nestes tempos difíceis que, apesar de tudo, são agora partilhados, procuro as palavras, as memórias, de quem tem no meu peito lugar cativo. As palavras que acima cito são de um livro maravilhoso, a que recorro repetidamente. Aquelas palavras, que se referem a uma árvore vermelha (que de magia tem o facto de existir em cada um de nós) foram-me dedicadas, pois há alguém que vê em mim esse fogo bom. Se há alguém que me descobre assim, eu também serei capaz de o fazer.

* A Árvore Vermelha, de Shaun Tan.

3 responses to “A minha árvore vermelha

  1. este teu texto, à semelhança de outros, com tanto que fica nas entre linhas, espero a cada um que leio que tenhas sempre a clareza de ver que o caminho é descobrir o melhor que há em ti apesar do percurso às vezes parecer difícil 😉

    este texto fez-me ainda lembrar umas palavras que li ontem e que vou partilhar contigo:”Com o tempo você vai percebendo que, para ser feliz com outras pessoas, tem de começar por não precisar delas.
    Aprende então a gostar de si, a cuidar de si e principalmente a gostar de quem gosta de si.
    O segredo não é correr atrás das borboletas, mas sim cuidar do jardim para que elas venham ter consigo.
    E, ao fim e ao cabo, vai encontrar não quem você estava a procurar mas quem estava a procurá-lo a si”.
    Mário Quintana

    • Essa clareza eu tenho, essa descoberta até acho que já consegui fazer. O que me angustia, por vezes até à exaustão, é esta falta de coragem para dar o salto, para arriscar à séria! Costumo dizer que antes me via lá ao fundo a acenar-me; hoje, vejo-me aqui tão mais perto e não consigo esticar a mão. Eu tenho os outros e o seu apoio, do que eu preciso é mesmo de mim, na minha versão mais valente.

      • Compreendo bem esse teu sentimento, no passado passei muito mais por isso. Não digo isto para te reconfortar por não estares só. Podemos (pessoas no geral) ter esses pontos em comum, mas dentro de nós essa caminhada faz-se sozinha e cada um tem o seu percurso. Eu descobri a minha versão mais valente de uma forma radical exigiu de mim mais “valentia” do que aquela que anteriormente necessitaria para arriscar. De repente tive de agir, não queria saber dos medos, fiquei imune às pressões externas , não tive mais tempo para reflexões relacionadas com acreditar se seria ou não capaz… e por aí a fora. Agi. E entretanto, olho para trás e vejo que me safei … mas voltei a ter medos, a sentir pressão, a reflectir sobre as minhas crenças mas a postura mudou, “safei-me naquele cenário, safar-me-ei noutra situação” é assim que tenho de pensar, na minha calma e no meu silêncio sinto-me uma guerreira, que não necessita de guerras mas de lutar consigo mesma para dar sentido à valentia que sente… É a tal descoberta constante. Cada vez que somos colocados à prova no nosso dia-a-dia nas situações mais complexas às mais simples, implica uma atenção permanente, para perceber onde está o ponto fraco ou aquela postura que tomamos e não queríamos, porque não diz de nós o melhor que procuramos… aqueles padrões de comportamento que repetimos e que não nos permitem ser felizes. *bj

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